MORRE JERRY ROBINSON

Faleceu nessa madrugada do dia 08/12/2011 o artista Jerry Robinson, que estava com 89 anos de idade. Morreu dormindo.

Robinson é conhecido e reconhecido como o criador do Coringa, o maior inimigo de Batman, e por ser colaborador ativo das revistas do Homem-Morcego no início do Século XX, com apenas 17 anos de idade.

Jerry Robinson destacava-se também pela luta pelos direitos autorais dos criadores das histórias em quadrinhos.

Outro mestre que se vai…!

FINAL DA SAGA “O CERCO”: EPÍLOGO

A saga “O Cerco” está terminando nas revistas da Marvel, editadas no Brasil pela Panini Comics.

Na revista “Homem de Ferro & Thor” nº 15 (R$ 6,50) temos o epílogo, e um resumo interessante. Vejamos:

Graças às manipulações de seu diabólico irmão Loki, Thor foi exilado da cidade dourada. Em sua ausência, o irmão de ambos, Balder, foi levado ao trono – com Loki como conselheiro, sussurrando comentários venenosos nos ouvidos reais.

Mas não foi apenas Balder que caiu ante a influência de Loki. O Deus da Trapaça convenceu o insano e poderoso Norman Osborn, o Diretor do Martelo, uma agência de manutenção da lei, e também líder de uma equipe vilanesca de Vingadores, de que Asgard deveria ser removida da Terra.

Osborn arquitetou um incidente em Chicago, matando centenas de pessoas, e fez parecer que o Asgardiano Volstagg fora o responsável. As forças de Osborn atacaram e montaram um cerco em torno da Cidade Reluzente.

Quando parecia que as ameaças à Asgard não poderiam ser mais terríveis, outro inimigo emergiu: Ragnarok, o psicótico clone andróide de Thor, determinado a eliminar todos os Asgardianos.

Volstagg, corajosamente, enfrentou-o, mas uma reviravolta impediu que Ragnarok desferisse um golpe mortal. Ele foi esmagado sob os destroços de Asgard, que foi posta abaixo pelas forças de Osborn.

Por seu envolvimento na deflagração da guerra, Balder puniu Loki com o exílio de Asgard, antes de marchar com seus guerreiros rumo à batalha final. Loki, por sua vez, pareceu ter uma última carta na manga…

O capítulo apresentado em “Homem de Ferro & Thor” tem roteiro de Kieron Gillen e desenhos de Doug Braithwaite. Confiram!

JOHN CARTER OF MARS

A Disney, nos Estados Unidos, começou a divulgar o filme JOHN CARTER, com direito a um bom trailer e um novo site dedicado ao herói.

Até aí, nada demais, se não fossem as peculiaridades dessa produção, que tem por base outro personagem criado por Edgar Rice Burroughs, o criador de Tarzan (que, por sua vez, virou outro filme Disney, a tão conhecida animação que teve canções da trilha sonora criada por Phil Collins).

Tanto o escritor Burroughs, quanto o personagem John Carter (que foi apresentado ao mundo como “John Carter of Mars”) são bem conhecidos (nos EUA e em outros países em que a obra foi publicada), e a expectativa de um grande sucesso de bilheteria é grande, porque além de bem cuidado, este filme é a primeira produção “live action” dos estúdios Pixar.

O filme do gênero aventura tem história que se passa no misterioso e exótico planeta Barsoom (Marte), onde John Carter, um ex-capitão militar (vivido por Taylor Kitsch) que foi transportado misteriosamente para lá, se vê envolvido no meio de um conflito entre os diversos habitantes locais, incluindo Tars Tarkas (William Dafoe) e a bela Princesa Dejah Thoris (Lynn Collins).

Nesse cenário caótico, Carter redescobre sua humanidade, ainda mais ao descobrir que o destino de Barsoom e toda sua população está, na verdade, em suas mãos.

Roteiro de Andrew Stanton, Mark Andrews e Michael Chabon.

O lançamento nos EUA será em 09 de março de 2012.

MORRE GENE COLAN

(Informação originalmente veiculada no UOL, em 24/06/2011!)

Essa notícia foi veiculada hoje, e aproveito para divulgar também o falecimento do mestre Gene Colan, com base em informações divulgadas hoje.

O desenhista norte-americano Gene Colan, que ilustrou séries em quadrinhos como do “Demolidor”, “Capitão América”, “Drácula” e “Batman”, morreu aos 84 anos no Bronx, em Nova York.

Segundo informações da agência Associated Press, o amigo e biógrafo de Colan, Clifford Meth, disse que o quadrinista  morreu na última quinta-feira (23) por complicações de uma doença no fígado e de um câncer.

Nascido em Nova York, em 1º de setembro de 1926, Colan começou a trabalhar com quadrinhos em 1944, desenhando para a revista “Wings Comics”, quando ele ainda estava nas Filipinas, no final da Segunda Guerra Mundial. Terminado o conflito, ele se juntou a Marvel Comics, logo depois foi para a National Comics, a DC agora.

Ele retornou a Marvel na década de 1960 e, nesse período, acompanhou a revitalização dos heróis clássicos da década de 1940, como “Superman”, “Batman” e “Lanterna Verde” da DC, bem como a criação do “Quarteto Fantástico” da Marvel, “Os Vingadores”, “Capitão América” e “Demolidor”.

Enquanto esteva na Marvel, Colan e co-Lee criaram o Falcon, um personagem afro-americano que foi um herói com seu próprio estilo, que trabalhou ao lado do Capitão América.

THOR: Resultado positivo de bilheteria

Olha só que bacana!

Fiz o comentário sobre o filme do Thor, e parece que o público reagiu bem ao novo filme da Marvel, que está em cartaz há quase uma semana nos cinemas brasileiros.

O site CINECLICK trouxe hoje a informação da arrecadação dos cinemas por aqui, e o resultado foi bom. Confiram a reportagem, que foi retirada de lá (original em http://cinema.cineclick.uol.com.br/noticia/carregar/titulo/thor-destrona-rio-nas-bilheterias-brasileiras/id/30470/ ):

Thor destrona Rio nas bilheterias brasileiras

O reinado da animação Rio, de Carlos Saldanha (A Era do Gelo 3), foi encerrado pelo deus nórdico Thor nas salas brasileiras. O herói da Marvel conseguiu R$ 8,4 milhões em seu fim de semana de estreia com o longa dirigido por Kenneth Branagh (Um Jogo de Vida ou Morte) e estrelado por Chris Hemsworth (Star Trek) e Natalie Portman (Sexo sem Compromisso).

No entanto, Rio não teve mau desempenho. Ele adicionou mais R$ 5,3 milhões à sua renda, alcançando R$ 56,9 milhões só no Brasil. Mundialmente, a produção já conseguiu ultrapassar grandes clássicos da Pixar, como Toy Story e Vida de Inseto, acumulando US$ 365 milhões.

(…)

Confira a seguir as dez melhores bilheterias do fim de semana no Brasil:

1. Thor – R$ 8,4 milhões
2. Rio – R$ 5,3 milhões
3. Água para Elefantes – R$ 878 mil
4. Pânico 4 – R$ 713 mil
5. A Garota da Capa Vermelha – R$ 680 mil
6. Como Você Sabe – R$ 548 mil
7. Eu Sou o Número Quatro – R$ 518 mil
8. Hop – Rebelde sem Páscoa – R$ 489 mil
9. Sobrenatural – R$ 300 mil
10. VIPs – R$ 109 mil

Ainda temos Capitão América (Marvel Studios), X-Men: First Class (A Primeira Classe – produção da Fox), Lanterna Verde (outro super-herói, da DC / Warner Bros.), a última parte de Harry Potter e o novo filme de Piratas do Caribe – a serem exibidos ao longo desse ano. Preparem-se!

THOR: Deus do Trovão arrasa cinemas brasileiros!

O Poderoso Thor, o Filho de Odin, conhecido no mundo mortal como o Deus do Trovão, chegou nos cinemas brasileiros no final de semana passado (1º de maio). E, para quem achava que o gênero dos super-heróis no cinema já estava esgotado, ou que Thor é um “herói de segunda categoria” (como vi em diversos comentários), a luta do Deus Asgardiano nas telas de cinema do Brasil, assim como em diversas partes do mundo, está longe de ser uma derrota.

O bom resultado, pelo visto, talvez seja porque Loki, o meio-irmão de Thor, cuja natureza é maligna, esteja no começo de carreira - tal como mostrado no filme – e não tenha conjurado um feitiço suficiente para derrotar as forças deste herói que comanda uma das maiores forças da Natureza.

Brincadeiras à parte, o fato é que o filme é bom. É um típico bom filme de super-heróis, ainda mais se levarmos em conta o fato de que o mesmo tem que ser até didático, para introduzir os personagens e todo esse universo maravilhoso para aqueles que, nem de perto, viram uma revistinha de histórias em quadrinhos da Marvel, e muito menos com Thor (apesar delas estarem aos montes nas bancas, mas… bem… tem gente que nunca foi numa banca, não é?).

Vejam o filme. A história é boa. Roteiro do nosso amigo J. Michael Straczynski. Boa parte do visual do herói deriva de sua mais recente “encarnação”, desenhada por Olivier Coipel. A direção foi feita por Kenneth Branagh. Tem Anthony Hopkins. E Thor se parece realmente com o Thor (o que é essencial em filmes assim, mas alguns diretores e certos estúdios ainda não sabem disso!).

Uma boa diversão. Um filme bem feito. Opções ruins têm aos montes. Aproveitem que o pessoal acertou a mão em mais essa produção Marvel Studios (que ainda vai nos trazer o Capitão América esse ano, mais para o final de julho).

NOVIDADE NAS BANCAS: Almanaque do LOUCO!

Para quem gosta de non-sense, algumas “loucuras sadias”, aí está o Almanaque do Louco, novinho, “zero quilômetro”, uma novidade da Turma da Mônica que já está nas bancas.

Mais um lançamento de bom gosto de Mauricio de Sousa e da editora Panini.

(E tem alguém aí que não gosta do Louco?)

FILME “AVATAR” INFLUENCIA TURMA DA MÔNICA

Aproveitando o sucesso do filme, a Turma da Mônica parodia o “blockbuster” de James Cameron.

AVATURMA, NOVA REVISTA DA COLEÇÃO CLÁSSICOS DO CINEMA TURMA DA MÔNICA, É UMA HISTÓRIA DE FICÇÃO CIENTÍFICA COM EFEITOS 3D

  

Em “Avaturma”, nova revista da coleção Clássicos do Cinema Turma da Mônica, da PANINI, Ceboleique e Monikiri vão se unir para defender Pandemora do coronel Feio Imundus. Eles vão contar com a ajuda de Casc, Fran Papel, Doutora Magrale, Titsy e muitos outros para salvar o povo Navixi e seu planeta. A publicação, que já pode ser encontrada nas principais bancas do País, é uma edição especial com três imagens em efeito 3D.
 
Clássicos do Cinema Turma da Mônica é uma publicação bimestral que traz histórias da Turminha inspiradas em filmes que se tornaram referência na indústria cinematográfica. O número 24 acompanha óculos para visualizar os efeitos especiais e chega ao mercado por R$ 6,50.  
 
 
FICHA TÉCNICA
Clássicos do Cinema – Avaturma
Formato: 19,0 X 27,5cm
Páginas: 48
Periodicidade: bimestral
Distribuição Nacional
Valor: R$ 6,50
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NOTA DESTE “BLOGUEIRO”: Bacana, mas… não venderia ainda mais, se tivesse sido publicada na época em que filme estava em cartaz, ou logo depois, ou, ainda, quando o mesmo foi lançado em DVD (ao final de 2010)?
Tudo bem que o produto “Mônica” vende bem em qualquer época, mas era uma chance, uma possibilidade a mais de fazer sucesso que se perdeu…

AGENTE SECRETO X-9 – O Prólogo

Não se trata de mais um livro, e sim, do prefácio escrito pelo editor Leandro Luigi Del Manto (que não tem nada a ver com a capa acima, que foi utilizada aqui somente para fornecer a ilustração para a matéria!).

Tal como a edição recentemente lançada pela Devir, que é primorosa, o texto do Leandro, para esta publicação, também é uma pérola, e por isso mesmo, tomei a liberdade de reproduzi-lo aqui. Divirtam-se com detalhes sobre o Agente Secreto X-9!

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OS SEGREDOS DO X-9

Embora hoje em dia “X-9” seja mais lembrado como um jargão policial para “dedo-duro” ou o nome de uma famosa escola de Samba, a verdade é que ele também já foi sinônimo de aventura, ação, mistério e uma das séries de quadrinhos mais cultuadas de todos os tempos!

Não vem ao caso discutir aqui de quem é o mérito da criação das Histórias em Quadrinhos. Uma coisa, entretanto, ninguém pode negar: foi graças às tiras dos jornais diários americanos que a arte sequencial atravessou continentes e conquistou fãs de todas as idades e culturas. E a década de 1930 foi decisiva para as HQs. Neste período surgiram os personagens que iriam determinar o rumo dos quadrinhos em todo o globo.

O mundo naqueles dias era muito diferente do que este que conhecemos hoje. Basta lembrar que não existia televisão e ninguém havia sequer sonhado com algo parecido com a internet. Você consegue se imaginar num mundo onde não é possível acessar seus e-mails ou assistir a um noticiário na TV? Difícil, não?

Nos anos 30, o rádio, o cinema e os jornais eram a trindade suprema de entretenimento e informação. As famílias se reuniam em volta do aparelho de rádio para acompanhar as intermináveis novelas e os programas de música, enquanto os jornais eram disputados afoitamente pelos leitores. O cinema atraía pessoas de todas as idades e divertia multidões de garotos que acompa­nhavam os seriados cheios de ação e mistério nas matinês.

O que existia de mais próximo do que são as nossas revistas em quadrinhos de hoje eram os pulps, aquelas publicações baratas impressas em papel vagabundo e que traziam histórias de todos os gêneros para todo tipo de leitor. Embora a primeira revista em quadrinhos geralmente seja citada pelos historiadores como sendo Famous Funnies: A Carnival of Comics, em 1933, os quadrinhos existiam verdadeiramente na sua concepção original: nas tiras diárias e nas páginas dominicais dos jornais. O advento da revista em quadrinhos começaria a mudar definitivamente esse cenário a partir do final dos anos 30, com o surgimento dos super-heróis. Até então, eram muito comuns as compilações de tiras na forma de revistas. Mas o meu interesse agora está no início daquela década, mais propriamente nas dinâmicas e violentas tiras do popular personagem criado por Chester Gould chamado Dick Tracy, que fez sua estreia em 4 de outubro de 1931, no jornal Detroit Mirror. A tira era distribuída pela Chicago Tribune New York News Syndicate. E este último detalhe foi o responsável pelo surgimento de X-9.

O grande magnata da imprensa americana, William Randolph Hearst, dono de um verdadeiro império jornalístico e da King Features Syndicate, não gostou nem um pouco quando Dick Tracy caiu no gosto do público. A tira, afinal de contas, era distribuída por uma empresa concorrente. Mas Hearst sabia muito bem como jogar pesado e decidiu que seus jornais precisavam de um novo sucesso para atrair os leitores. Assim sendo, ele mandou que contratassem um dos escritores de mistério mais lidos do momento: Dashiell Hammett.

No auge da fama conquistada com o livro (e sua adaptação para o cinema) O Falcão Maltês, Hammett queria curtir o que a vida pudesse lhe oferecer de melhor. Bon vivant, ele bebia e fumava demais em divertidas festas noites adentro. Escrever uma tira diária de quadrinhos não parecia estar dentro de suas prioridades, mas a promessa de um cheque de 500 dólares por semana no início dos anos 30 era algo irrecusável. E como Hammett quase sempre estava sem dinheiro, pois gastava tudo o que ganhava nas suas comentadas festas, ele aceitou escrever a nova série de tiras, que começaria a ser veiculada a partir de janeiro de 1934. Agora só faltava encontrar um desenhista para a futura tira.

A King Features testou vários de seus ilustradores, mas Hearst não havia gostado de nenhum. Coincidentemente, um jovem artista chamado Alex Raymond, que havia trabalhado como assistente de arte de outros desenhistas de tiras para a King, acabara de fechar contrato com a empresa para uma série dominical de ficção científica de sua autoria chamada Flash Gordon, que poderia fazer frente à bem-sucedida tira concorrente Buck Rogers, de Philip Francis Nowlan. Hearst gostou do trabalho do rapaz e o escolheu como o ilustrador da nova tira a ser escrita por Hammett.

Paralelamente a isso tudo, Raymond fechara mais um contrato com a empresa para a publicação de outra série dominical, Jim das Selvas, que poderia atrair os leitores do popular Tarzan. Assim, o jovem Raymond tinha um cronograma de trabalho exaustivo, mas sua energia e entusiasmo eram os ingredientes de qualquer artista que quisesse vencer nos anos 30.

Hearst queria que a nova tira trouxesse uma mescla de elementos de Dick Tracy e Dan Dunn, de Norman Marsh. Hammett inseriu elementos de personagens seus, como Sam Spade e Continental Op, para moldar a personalidade durona de X-9. Raymond, que ficaria famoso por seus personagens bem vestidos e mulheres fatais, providenciou rápidos estudos para que a King Features pudesse divulgar o próximo grande sucesso. Foi feita uma enorme campanha promocional nos jornais de todo o país, utilizando slogans do tipo “Nunca houve um detetive como X-9”, ou “Ele enfrenta a esperteza dos malfeitores com sua excepcional inteligência… combate fogo com fogo!” E é claro que capitalizaram muito bem o nome e a fama de Hammett, divulgando-o como o maior escritor de histórias policiais do século XX: “O mais popular e vendável autor da atualidade!”

Então, no dia 22 de janeiro de 1934, Agente Secreto X-9 finalmente estreou e, como era de se esperar de qualquer história de Hammett, os leitores foram arremessados diretamente para a ação, sem mais delongas. O estilo “classudo” e dinâmico de Raymond combinou perfeitamente com a narrativa do escritor e pode-se dizer que a série começou com o “pé direito”. No entanto, com o passar das semanas, os leitores começaram a se sentir meio perdidos em meio à trama complexa desenvolvida por Hammett, que parecia estar se divertindo em escrever o roteiro, que refletia bastante o que ele já havia feito em seus outros livros de sucesso. Na verdade, os leitores das tiras de jornais estavam mais acostumados a histórias curtas e simples, sem muitos requintes literários. E a primeira aventura de X-9 se estendeu por mais de sete meses!

Diante disso, os editores da King Features começaram a fazer pequenas alterações nos textos de Hammett para deixá-los mais “fáceis” e passaram a interferir no desenrolar das histórias. Talvez por causa disso, Hammett foi perdendo o interesse em escrever as tiras e passou a atrasar cada vez mais a entrega das mesmas. Quem acabava se prejudicando com isso era Raymond, que, muitas vezes, era obrigado a desenhar as tiras rapidamente. Esse desgaste foi se acentuando até que a King Features resolveu demitir Hammett como escritor, passando esta tarefa temporariamente para Raymond até que encontrassem um substituto. Hammett não saiu prejudicado, pois acabara de vender os direitos de adaptação do seu livro O Homem Magro (batizado aqui em sua versão cinematográfica como A Ceia dos Acusados) para a MGM, que também encomendara a ele uma continuação. Assim, a história “O Caso Martyn” foi a última a ter a participação dele como escritor. A história “O Caso do Carro em Chamas” foi baseada, em parte, nas anotações de Hammett, mas o texto final ficou sob responsa­bilidade de Raymond e dos editores da King Features.

Alex Raymond, que já estava sobrecarregado com a produção de Flash Gordon e Jim das Selvas, se viu num beco sem saída ao assumir também os roteiros de X-9. Assim, a King foi obrigada a contratar o artista Austin Briggs para ajudar a desenhar a tira. Você poderá ver a diferença na arte das primeiras semanas da história “O Caso da Garra de Ferro”. No entanto, apesar de todo o empenho de Raymond, a grande verdade era que ele gostava muito mais de desenhar Flash Gordon, que se tornara um sucesso absoluto, e Jim das Selvas. Além do mais, ambas eram legítimas criações suas. Assim, ele continuou na tira até novembro de 1935, com a história “O Organizador”, escrita pelo competente Leslie Charteris, o criador de Simon Templar, mais conhecido como O Santo.

X-9 acabou não conseguindo fazer frente ao sucesso cada vez maior de Dick Tracy. Mesmo assim, ninguém pode dizer que a série não caiu no gosto dos leitores. Em 1937, foi feita uma adaptação para o cinema na forma de um seriado, no qual o herói investigativo foi interpretado por Scott Kolk (do clássico Nada de Novo no Front, de 1930) e tinha uma ajudante chamada Shara Graustark, interpretada pela atriz Jean Rogers (a mesma que deu vida à Dale Arden nos dois primeiros seriados de Flash Gordon). Depois, em 1945, o personagem ganhou outra adaptação na forma de seriado, desta vez interpretado por Lloyd Bridges, que ficaria mundialmente famoso anos depois com a série de TV Aventura Submarina. Unindo forças com agentes australianos e chineses, X-9 combatia a ameaça de nazistas e japoneses.

As tiras de jornais passaram pelas mãos de Charles Flanders em 1937; Mel Graff (que deu o nome Phil Corrigan ao X-9 e fortaleceu a personalidade do herói inserindo interesses amorosos na vida dele), de 1939 a 1960; Bob Lubbers (sob o pseudônimo de Bob Lewis), de 1960 a 1966; Archie Goodwin (texto) e Al Williamson (arte), de 1967 a 1980; e George Evans, que escreveu e desenhou as aventuras do misterioso detetive de 1980 até seu encerramento em10 de fevereiro de 1996.

No Brasil, o X-9 também acabou entrando na história do Carnaval. Fundada na cidade de Santos em 10 de maio de 1944, a GRES X-9 ganhou esse nome por causa do personagem de quadrinhos. A escola de samba foi a que mais conquistou prêmios na cidade litorânea e acabou inspirando a criação da GRCES X-9, na Zona Norte de São Paulo, em 12 de fevereiro de 1975. Ambas continuam fazendo a alegria dos foliões paulistas!

Mais recentemente, tornou-se muito popular no Rio de Janeiro o termo “X-9”, que, no jargão policial, significa “dedo-duro”, delator, algo que o personagem de quadrinhos definitivamente não é. Seja como for, o que você verá nas páginas deste livro é o mais fiel retrato de um herói durão e implacável, um verdadeiro sobrevivente da década de 1930. Um herói forjado com a perspicácia de Dashiell Hammett e o requinte de Alex Raymond.

Boa leitura!

Leandro Luigi Del Manto

Editor

PANINI: 50 ANOS

Podemos claramente dizer que, no Brasil, a história das revistas em quadrinhos, como publicações, tem um grande marco quando a Panini – editora que já estava por aqui, produzindo álbuns de figurinhas – resolveu “atacar” na área de publicações.

E o que inicialmente causou grande estranheza, até mesmo pelo fato da editora ter desbancado todas as outras, que já estava na ativa nessa área, e tinham, portanto, grande tradição, gerou grande satisfação, porque a Panini trouxe quantidade, qualidade e profissionalismo para o mercado brasileiro, até mesmo no trato com a imprensa.

Falo por mim mesmo. Não sei quanto aos outros articulistas desse ramo. Mas a Panini sempre me atendeu muito bem, dando todo apoio e suporte necessários para a cobertura dos lançamentos, respeitando sempre tudo o que foi dito sobre as publicações (sendo que, na maioria das vezes, foram manifestações elogiosas, mas isso só se deve ao trabalho deles mesmos).

Então, fico muito feliz pelo fato da “aniversariante” apostar sempre e cada vez mais no mercado nacional.

UM POUCO DE HISTÓRIA:

O lançamento da edição 2011, em janeiro,de “Calciatori” – nome dado ao álbum de figurinhas do futebol italiano publicado pela PANINI desde sua primeira e histórica edição – inicia o ano do 50º aniversário da editora fundada em Modena (Itália), com subsidiárias em países da Europa, Estados Unidos e América Latina, empresa que é líder mundial no setor de colecionáveis.
 
Estão planejados eventos especiais e celebrações para o ano todo, culminando no mês de dezembro, quando a Panini completa então de fato 50 anos.
 
Tudo começou a partir da ideia e coragem dos irmãos Panini – Giuseppe, Benito, Umberto e Franco – no fim de 1961: uma época em que todos sonhavam com um século 20 sem mais nenhuma guerra, e a Itália experimentava expressivo crescimento econômico. Desde então, a empresa tem construído seu primeiro meio século com entusiasmo e determinação.
 
Hoje, em meio à realidade do terceiro milênio – uma era de novas tecnologias revolucionárias impensáveis até poucos anos atrás – as coleções da Panini não envelheceram e não perderam nada de sua magia.
 
Jogadores de futebol, celebridades dos esportes, estrelas de TV e do cinema, heróis de quadrinhos e desenhos animados, todos continuam a saltar dos famosos envelopes de figurinhas e ainda satisfazem e surpreendem milhares de crianças e adultos por todo o mundo. Encorajam pessoas a se socializar, se conhecer e a se divertir juntas, graças ao ritual atemporal de trocar figurinhas e a intervenção de criativos jogos.
 
Então ao invés de se ater às cinco décadas que passaram, a empresa concentra toda sua atenção nas próximas cinco, tentando imaginar com que outros frutos da mente humana os produtos Panini ainda irão competir no futuro – e muito provavelmente, os vencedores serão os colecionáveis.
 
Durante o ano de 2011, todos os produtos Panini ostentarão um logo comemorativo que exibe o distintivo do cavaleiro medieval em um fundo especial com o número 50. Mais uma razão para os colecionadores do mundo todo não perderem nenhum lançamento do ano, que certamente serão considerados “edições limitadas”.
 
No futuro próximo veremos o lançamento do álbum de figurinhas da Copa América 2010, o mais recente toque de magia da equipe de Viale Emilio Po, que em Modena e no mundo todo, é sinônimo de Panini.
 
 
Sobre a PANINI
 
O Grupo Panini, fundado há quase 50 anos em Modena – Itália, com subsidiárias em países da Europa, Estados Unidos e América Latina, é líder mundial no setor de colecionáveis e a multinacional líder na publicação de quadrinhos, revistas para crianças e mangás na Europa e América Latina com exportação para mais de 110 países. Publica desde 1961 álbuns de figurinhas de futebol e adquiriu direitos exclusivos para a coleção oficial World Cup 2010 – FIFA.   No Brasil, com sede em Barueri (SP), a empresa iniciou suas operações em 1989 e é líder em seus segmentos de atuação.